Entre os muitos artistas que seguiram os passos dos fotógrafos documentais como Dorothea Lange está Sebastião Salgado, grande fotógrafo brasileiro, Salgado se dedicou a documentar as vidas de pessoas por todo o mundo, são vítimas da guerra, da fome, da pobreza e da violência. Atuou como representante especial da UNICEF, e seu objetivo é o de informar e educar o público sobre o que é muitas vezes invisível, abrindo nossos olhos para a realidade e pedindo mudanças na humanidade. Salgado explorou as vidas de pessoas afetadas por um cotidiano de superações e dificuldades.
Desta vez o autor dos fotodocumentários "Trabalhadores" e "Êxodos" expôs no Rio uma seleção de trabalhos incríveis de seus últimos oito anos. A exposição "Gênesis", que ficou no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico de 29 de maio a 26 de agosto levando o espaço cultural ao seu recorde de visitação, está a caminho de São Paulo. Amanhã, dia 5 de setembro, inaugura no Sesc Belenzinho.

Salgado fez o seguinte comentário, em outro momento, sobre seus trabalhos:
"Minha esperança é que, como indivíduos, grupos, como sociedades, possamos parar e refletir sobre a condição humana na virada do milênio. Na sua forma mais crua, o individualismo continua sendo uma receita para catástrofe. Temos que criar um novo regime de convivência."
Buscar imagens destes lugares, associando às questões sociais anteriormente representadas em seus trabalhos, é repensar a existência por si só. Gostei do título: "Gênesis", e claro, mais ainda das fotografias que, pra quem não as viu pessoalmente, podem ser apreciadas todos os dias em livro.