quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Jane Austen - Razão e Sensibilidade

Não pretendo parecer profunda e filosófica ao comentar o trabalho de Austen, não tenho base o suficiente para competir com tantas críticas maravilhosas. Não estudei seus textos nem sua vida. Mas uma coisa é certa, quem tem um pingo de razão e outro de sensibilidade capta na hora o quanto ela foi inteligente criando esta trama quase shakespeariana.

Fala sobre os costumes e te transporta para a época. Em inglês é uma leitura, para mim, bem mais complicada do que as minhas anteriores, não consegui terminar a leitura ainda, não resisti e me adiantei. Vi o filme com Emma Thompson. Conclusão: Apaixonei. Achei uma história romântica, surpreendente e vi nas protagonistas, exatamente o que ela pretendia com esse título. A atuação de todos está fantástica.



Agora estou lentamente aprendendo a ler o inglês “britaniquíssimo” de Pride and Prejudice – Orgulho e Preconceito. Vamos ver se termino... Tem filme? Rs...

Cidade dos Ossos

No submundo que se insere a literatura do gênero fantasia encontrei “City of Bones” da série “Os Instrumentos Mortais”. Zanzando pelo Orkut, aproveitando o pouco que resta de bom nele, me deparei com uma comunidade sobre a série e resolvi comprá-lo. Quarenta reais. Desisti. Vi o exemplar em inglês. Vinte reais. Comprei. Li em tempo recorde para um livro em inglês de aproximadamente 485 páginas e para minha rotina preguiçosa e desgastante.

Afinal, trata-se de uma clássica história para adolescentes, que envolve tabus sexuais, criaturas fantasiosas, lobisomens, meio anjos meio humanos, caçadores de demônios, vampiros, magos e uma missão não finalizada por completo ao final do primeiro livro, mesmo que reveladas algumas respostas não muito difíceis de revelar nos primeiros capítulos. Enfim, o livro não me surpreendeu, me divertiu.

O texto típico de um best-seller, leitura rápida, fácil, daquelas descartáveis, puro entretenimento. Era exatamente o que precisava. Amem ou odeiem livros como “Crepúsculo” e “Harry Potter”, o que me importa é ter o mínimo de bom senso para distinguir diversão absoluta de literatura clássica.

Conselho: Divirta-se mais!



sábado, 22 de maio de 2010

Um mês, três Blockbusters

Homem de Ferro 2, a tão esperada Alice do Tim Burton e Robin Hood.

Não sei por onde começar. Vamos pela notícia boa então. "Alice no país das maravilhas" é um arraso, mais uma obra de arte do meu diretor favorito Tim Burton. Linda fotografia, mas não vale a pena ver em 3D (contrariando a moda) achei que a arte do filme não era pra ser transformada em 3D, Tim Burton é um visionário mas sua fórmula funciona bem nos moldes tradicionais.

Já o Homem de Ferro (soco, granada e bomba) foi só isso, soco, granada, bomba e um chicote elétrico muito interessante. O que salvou um filme, que pelo roteiro poderia ter sido MUITO melhor, foi o ator bem excêntrico Mickey Rourke. Atuou bem, seu papel marcou. Os outros personagens eram fundamentais na história do Iron Man mas, no filme, são todos, literalmente todos, figurantes. Achei isso péssimo. Entretanto, como todo filme pipoca, me divertiu por uma horinha e pouco.

Robin Hood. A pergunta é: Quem foi Robin Hood afinal? Vou pesquisar rs. Só assim mesmo. O filme com Kevin Costner foi melhor, mas esse é muito bom também. A atuação do Russell Crowe foi mais uma vez a mesma coisa. Não é ruim, mas nunca muda também, ai fica difícil. Mesmas caras e bocas, parece sempre o mesmo personagem. Bacana, ao menos conseguiu não estragar a lenda e nem minha recordação do outro filme, são bem diferentes.





Beatriz Albuquerque




quinta-feira, 20 de maio de 2010

Até em Paris! [Não] Principalmente em Paris!

Acordei com a notícia de que obras de grandes mestres das artes plásticas foram roubadas em Paris. O roubo aconteceu no Museu de Arte Moderna e foi descoberto apenas às 7 da manhã de hoje (quinta-feira, 2 da manhã no Rio). Não me conformo com o fato do acontecimento só ter sido notado pouco antes da abetura do museu! Quebraram uma janela e uma fechadura, pelo amor de Deus! É claro que tudo foi muito bem planejado, não são ladrões comuns como muito se pensa. E aí? Quando irão perceber que o tráfico de obras de arte está concorrendo financeiramente apenas com o de armas e o de drogas? A Interpol já notou esse "pequeno" detalhe.

De que adianta terem filmado um criminoso encapuzado, se não havia nenhum alarme ligado? O sistema de segurança estava fora do ar há dois meses! (Sim.. estou falando de Paris!!!) Até na empresa - privada - a qual trabalho temos vigias noturnos, alarmes e etc., para proteção das obras. Não vou negar que erros acontecem, mas ficar fora do ar por meses é implorar por um erro colossal. O que aconteceu?
As molduras foram retiradas com cuidado meticuloso para não haver dano nas telas. Será que cobrarão resgate se o cerco for fechando? Isso é muito comum.

Irônico continuar ouvindo a pergunta: "Mas como irão vender isso!? Pra quê?". É claro que existe um mercado imperceptível a nós comuns cidadãos. Obras são leiloadas por centenas de milhões de reais todos os anos para deleite de colecionadores. Esse é um mercado muito importante. E encomendas, neste caso, devem ter sido feitas.

Cabe agora a Interpol acelerar as investigações antes que as peças saiam do país. O que com certeza só irá acontecer daqui a um tempo, quando a poeira abaixar ou quem sabe, já aconteceu durante essa  longa madrugada, enquanto ninguém procurava por elas.

No ranking das mais roubadas, Picasso possui aproximadamente 1000 quadros perdidos nas paredes de algum marajá, 300 são de Marc Chagall e 220 de Rembrandt. Agora são apenas 100 milhões de euros para a prefeitura de Paris, mas, outras fontes judiciais avaliaram as obras em 500 milhões de euros.

São elas:

Obra Le Pigeon aux petits pois ("O Pombo e as Ervilhas", em tradução livre), de Picasso
La Pastorale ("A Pastoral"), de Henri Matisse
L'Olivier près de l'Estaque ("A Oliveira próxima a Estaque"), de Georges Braque
La Femme à l'éventail ("A Mulher com leque") de Modigliani

Nature morte aux chandeliers ("Natureza morta com candelabros") de Fernand Léger

Lastimável, vamos então aguardar futuras notícias.
 Beatriz Albuquerque

terça-feira, 18 de maio de 2010

José Pinto - A Permanência do Ingênuo

O maravilhoso Centro Cultural dos Correios fez da minha semana algo mais interessante, mas  para alívio dos leitores, não é sobre ela que escrevo, rs.

Foto da obra "São Cosme e Damião" - 1990 (que me encantou)


Em exposição de 20 de abril a 23 de maio estão 43 telas do produtor de Arte Naïf, José Pinto. São obras dos anos de 1971 a 2004. A igenuidade característica deste tipo de pintura está de tal forma retratada que torna a visita mais acolhedora do que o imaginado, mesmo para os que comentaram: "Até eu desenho isso".  Sua cores vibrantes, em telas que parecem aveludadas, atraem os olhos e graças a uma composição de cores perfeitamente harmoniosa, encanta, acolhe. Essas sensações, a meu ver, se devem as obras de caráter religioso exclusivamente. 

Nas representações paisagísticas do cultivo, não senti a nostalgia tão mencionada. Essas representações não fazem parte da minha memória e da minha noção de brasilidade. Mas vi ali, apesar disso, o Brasil e belíssima, ingênua e significativa arte popular. Rica em detalhes, mas não tão vibrantes quanto seus quadros religiosos.

Foto da exposição


Beatriz Albuquerque

Humildade


Escrito em 20/12/2008

Difícil tema para se abordar é a virtude – ou não virtude para alguns poucos – humildade.

Não vou perder tempo explicando etimologicamente o que significa, até porque hoje em dia é só procurar no Google e se não tem no Google é porque não existe rs.

Essa virtude, muito discutida por filósofos e psicanalistas é, a meu ver, a mais complexa de todas. Em algumas discussões esse tema é essencial. O que leva alguém a ser efetivamente humilde é um tanto quanto variável, já que depende de circunstâncias específicas, certas ocasiões. Entretanto, identificar quem está sendo humilde, não é difícil, é algo facilmente observável nessas tais ocasiões. Como seres humanos que somos, fica mais fácil observar a presença de uma virtude pela ausência do antônimo desta. Assim sendo, para que alguém não seja arrogante, deve ser despojado (humilde?). Para que não seja insubordinado aos superiores, deve ser obediente e conhecedor do seu lugar (humilde?). Para que não se engane acreditando em sua força e superioridade, deve assumir fraquezas e inferioridades, deve ser humilde.

A partir do momento que se compreende uma fraqueza e inferioridade diante de alguma coisa ou alguém, é que se passa a construir algo em prol de um crescimento. Já que pela lógica, quem acredita ser imbatível, perfeito, fruto de um ego exagerado, aparentemente não conhece o sentido da evolução e sem aspirações nada se modificaria, continuaríamos a engatinhar. O primeiro passo de um bebê é sua busca por igualdade diante de algo superior, é a noção de humildade a partir do reconhecimento da sua inferioridade. Caso contrário o que há é uma estagnação que em vista da evolução de outros vira uma decadência medíocre.

Por isso a humildade é tão complexa e tão importante. Só quem a busca e é ciente de que não a domina reconhece os fatos com clareza e tranqüilidade vivenciando situações e conhecendo pessoas que servem de exemplo, de ícones para passar “do primeiro passo para uma maratona”.

O que entra na questão da diferença entre invejar e admirar ,essa é uma linha tênue que separa o egoísta do altruísta:

“Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos.”

O invejoso deseja o que é do outro por isso acaba menosprezando o que deseja, por não possuir se engana acreditando que aquilo não seja necessário ou que não faça parte da sua personalidade.

“Numa outra perspectiva, a inveja também pode ser definida como uma vontade frustrada de possuir os atributos ou qualidades de um outro ser, pois aquele que deseja tais virtudes é incapaz de alcançá-la, seja pela incompetência e limitação física, seja pela intelectual.”

Explicando a estagnação dos arrogantes, daqueles que não enxergam suas fraquezas e não entendem a abrangência da humildade.

“Entretanto, a inveja não é uma característica intrínseca do gênero humano ela é fruto do egoísmo (o que significa que ela não existe instintivamente, naturalmente mas sim quando o indivíduo é dotado de egoísmo e é por consequência disto que ela se expressa), em uma sociedade concorrencial. A inveja é um produto social e histórico, sentimento esse arraigado no capitalismo, no darwinismo social, na auto-preservação e auto-afirmação, a inveja seria a arma dos incompetentes.”


As vezes é libertador colocar no "papel" o que voa pela minha mente. Espero que tenham gostado.

Beatriz Albuquerque

Fwd. Nem sempre é ruim..

16/3/2009

Tá ai um que trasmite muito bem um ponto de vista saudável sobre a vida.



"VOCÊ É FELIZ ?

Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas: - Seu marido a faz feliz? Ele a faz feliz de verdade? Neste momento, o marido levantou seu pescoço,demonstrando total segurança. Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com um sonoro 'NÃO', daqueles bem redondos! "- Não, o meu marido não me faz feliz!" (Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima). "- Meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz." E continuou: "- O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas. Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza. Quando alguém que eu amo morre eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar. Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai. Eu amo meu marido e me sinto amada por ele desde que nos casamos. Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos."

Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.

SEJA FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que esteja doente, mesmo que não tenha dinheiro, mesmo que alguém o tenha machucado, magoado, mesmo que alguém não o ame ou não lhe dê o devido valor."

(autoria desconhecida)