Mostrando postagens com marcador Arte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 29 de abril de 2014

Expo. MUECK, nunca é demais.


Ron Mueck, oriundo do mundo dos efeitos especiais [adoro]. Criatura de uma vertente, do realismo, que sempre ocupou um lugar controverso na história. As primeiras imagens que fugiam da exposição idealizada da beleza "esculpida em carrara" nunca agradaram como nos dias de hoje.


Se pauta na manipulação da escala perspética e seus efeitos, na reação dos espectadores. Querem abraçar/cuidar de um adulto estendido no chão apenas por conta de suas dimensões diminutas, mas uma escultura gigantesca de um menino de cócoras traz inquietude ao observador, acuado pela monumentalidade realista, tal qual a figura na obra de arte, acuada pelas suas dimensões descomunais.

Se utiliza de fotografias e modelos vivos, esculpe as maquetes em argila e parte após fazer os devidos cálculos para seu característico jogo com a escala e a perspectiva usando material  em metal resistente para as estruturas internas. Cobrindo parte a parte destas estruturas com bandagens ungidas em gesso, transforma as criaturas, ainda disformes no gesso, em figuras mais regulares de barro. Com todos os detalhes, como poros e rugas, prontos, protegendo a escultura de qualquer dano começa a preparar o molde dos corpos para a produção, enfim, do que será o produto final. Corpo de fibra de vidro e rosto de silicone, para ficar ainda mais realista, insere em cada face, olhos e pelos, um a um cuidadosamente.

Toda essa escultura pré-moldes, feita em barro, gesso e metal, é destruída. Curioso perceber o quanto essa etapa de "destruição" incomoda alguns amantes das artes, talvez devido ao desconhecimento de que o hiper realista não estaria, nunca, satisfeito com o meramente semelhante. Aquilo, mesmo incrível, pra ele é meio ainda muito longe do fim.

Lembei de Murakami e seu auto retrato posando como um buda sentado que usa das tecnologias e da cultura pop. É um grande objeto inflável que se expõe como um monumental buda ou uma esfinge. Em referência ao seu trabalho, Murakami espera que suas obras perdurem por mais de duzentos anos, "assim como as coisas do Louvre".

Murakami - "Ego"

O uso de novos materiais na produção de obras monumentais ou hiper realistas acompanham o desenvolvimento das tecnologias, acompanham nosso tempo, mas até que ponto eles serão considerados obras primas partindo do princípio de que a cada ano vemos produções mais e mais impactantes e realistas?

O que achei dessa expo, no Rio? Maravilhosa, muito pequena [rs parece piada mas são poucas as obras apresentadas, não sei a quantidade que se expõe normalmente mas..]. Durante o percurso me senti MUITO incomodada com a lotação e os mediadores inexpressivos diante dos visitantes EXTRA curiosos e seus dedinhos nervosos. Mas sabe, seria elitista demais da minha parte resolver esse "problema" minimizando o público ou falando que em outros lugares do mundo isso não aconteceria. Aconteceria sim. Vi imagens de outras expo de Mueck onde a curiosidade chega a ser perigosa para os mais preocupados com as peças. 

Enfim, superaram-se preconceitos centenários quanto ao realismo, escalou-se quase que abusivamente essa vitória tornando o objeto monumental e isso já é pra se comemorar. Então quem ainda não foi, vá.

Informações fornecidas pelo MAM:

Até que dia vai a exposição?
Até o dia 1º de junho de 2014.

Qual o horário de funcionamento para visitação?
O salão de exposições funciona de terça a sexta de 12h às 18h, a bilheteria fecha às 17h30. Sábados, domingos e feriados de 11h às 19h, a bilheteria fecha às 18h.

Quanto custa a entrada?
A entrada custa R$14,00 e aos domingos temos o ingresso família para 5 pessoas por esse preço.
Maiores de 60 anos e estudantes: R$7,00
Gratuidades: amigos do MAM, crianças até 12 anos e funcionários dos mantenedores e parceiros. 
Quartas após às 15h é gratuito, mediante senha, distribuída no mesmo dia a partir de 15h. Estão disponíveis 2000 senhas para cada quarta.

*Estão disponíveis para compras online, entradas INTEIRAS e MEIAS. O ingresso família só poderá ser adquirido no balcão e exclusivamente aos domingos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

O castelo nos alpes da Baviera por trás de "Caçadores de Obras-Primas"


As críticas não param de "popar" pela internet e a falta de uma unanimidade dizendo; "Não vale a pena!", mantinham constante meu estado de indecisão-assistir-ou-não.

Mas graças ao ótimo artigo publicado no dia 8 deste mês pelo "The Daily Best" fui convencida. O filme "The Monuments Men", em português "Caçadores de Obras-Primas", conta a história real, baseada no livro de Robert M. Edsel, do resgate de obras de arte saqueadas pelos nazistas para um futuro museu do Hitler.


Essas obras ficavam em um castelo (Neuschwanstein) que parece saído - e de fato serviu de base - de algum filme da Disney

Incontáveis obras de arte (na verdade contáveis rs.. algo entorno de 5 milhões) foram resgatadas e voltaram à "vida" após 12 anos do pior momento vivido na história da arte. Gostaria de ressaltar que Hitler não gostava de todos os artistas, aquilo que não o interessava, que não fosse uma masterpiece para seus padrões, queimava, assim como seus adorados masterpieces em caso de invasão inimiga. (Ufa..) O real grupo dos Monuments Men chegou a contar com o trabalho de 345 homens e mulheres de 13 países, salvando da fogueira ou de um futuro de exclusão cultural ainda pior, aquilo que hoje podemos desfrutar por diversos veículos.

Esse fantástico castelo, como era de se esperar, esconde muitas histórias e mistérios. O Rei "louco" Ludwig II após 20 anos de reformas finalmente consegue se mudar pro complexo gigantesco mas lá permanece feliz por apenas 2 anos, como dito em cartas ao seu amigo, o compositor Wagner. Inspirado nas óperas wagnerianas e na Idade Média o castelo vira sua casa por este ínfimo tempo pois declarado louco fora deposto. Dois dias depois o psiquiatra que o avaliara e o próprio rei são encontrados mortos em um lago. Vítimas de "suicídio" como foi dito a época. Desde então, passando por dramáticos períodos, o castelo esteve aberto a visitações. 70 anos após o início do resgate de mais de 21.000 itens de colecionador, o castelo volta a ser estrela digna de ser relembrada. 


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Fotos de Sebastião Salgado agora só em São Paulo!


Entre os muitos artistas que seguiram os passos dos fotógrafos documentais como Dorothea Lange está Sebastião Salgado, grande fotógrafo brasileiro, Salgado se dedicou a documentar as vidas de pessoas por todo o mundo, são vítimas da guerra, da fome, da pobreza e da violência. Atuou como representante especial da UNICEF, e seu objetivo é o de informar e educar o público sobre o que é muitas vezes invisível, abrindo nossos olhos para a realidade e pedindo mudanças na humanidade. Salgado explorou as vidas de pessoas afetadas por um cotidiano de superações e dificuldades.


Desta vez o autor dos fotodocumentários "Trabalhadores" e "Êxodos" expôs no Rio uma seleção de trabalhos incríveis de seus últimos oito anos. A exposição "Gênesis", que ficou no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico de 29 de maio a 26 de agosto levando o espaço cultural ao seu recorde de visitação, está a caminho de São Paulo. Amanhã, dia 5 de setembro, inaugura no Sesc Belenzinho.

Aborda uma outra perspectiva, registrou lugares basicamente intocados, onde ainda há pouca interferência da sociedade. São lindas imagens onde o homem e a natureza veem-se interligados, homem e animais retratados como dependentes da natureza. O atual e perigoso afastamento do povo das metrópoles desta realidade, é reflexão para depois do passeio pelas 245 fotos exibidas.

Salgado fez o seguinte comentário, em outro momento, sobre seus trabalhos:
"Minha esperança é que, como indivíduos, grupos, como sociedades, possamos parar e refletir sobre a condição humana na virada do milênio. Na sua forma mais crua, o individualismo continua sendo uma receita para catástrofe. Temos que criar um novo regime de convivência."

Buscar imagens destes lugares, associando às questões sociais anteriormente representadas em seus trabalhos, é repensar a existência por si só. Gostei do título: "Gênesis", e claro, mais ainda das fotografias que, pra quem não as viu pessoalmente, podem ser apreciadas todos os dias em livro.







terça-feira, 3 de setembro de 2013

BERNA expõe VAZIO DE NÓS no MAR

Berna Reale estreou hoje, 03/set. exposição no novíssimo e "gracinha" (depois paparico só ele) MAR, em um espaço expositivo muito bem bolado que faz o visitante sentir de cara, por si só, um estranhamento e o peso da mensagem que seria transmitida a frente. Somos guiados em ambiente de pouca luz por corredores até o local específico da exibição. Um preparo...

Seguindo o roteiro sugerido por funcionários do museu as performances para vídeo, num total de cinco, ficam próximas a saída. O que é ótimo levando em conta que o acervo exposto nos andares superiores transmitem uma sensação e têm um objetivo bem diferente do que vi em VAZIO DE NÓS. Leva-se, quase que literalmente, pra casa o resultado do impacto estético e conceitual de uma arte bem discrepante do típico regionalismo muito visto na produção do Norte. 

Berna, paraense, fala o hoje, como nunca e fala o nacional. As performances foram executadas entre 2011 e 2013. Não podia existir momento mais oportuno para uma exposição com este viés. E o lugar... Centro do Rio. Lotado em horário de almoço com grupos de trabalhadores das redondezas, além dos demais visitantes. A mensagem foi passada até para aqueles que não costumam se questionar, refletir com a arte.

Mas qual é essa mensagem??


Não vou estragar toda surpresa! Mas vamos lá... A "mensagem" é evidentemente subjetiva, porém questões como a banalização da morte, do ser humano e da vida, a violência descabida e das autoridades, e a "porcaria", a sujeira que vemos nos mais altos patamares governamentais, isso é claro. Atuando também como perita criminal a artista pôde transmitir, unindo as duas áreas um retrato honesto e reflexivo das atrocidades tão próximas, mas por vezes tão camufladas que nos cercam. 

É muito (e sempre será? espero que não) atual.

Pra quem ficou curioso:

Amanhã! 
Bate-papo com Berna Reale, Daniela Labra e Paulo Herkenhoff
4 de setembro
16h
Sala 2.4 Escola do Olhar 

Onde: Museu de Arte do Rio 
Praça Mauá, 5, Centro 
CEP 20081-240 
Rio de Janeiro/RJ
(21) 3031 2741



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Programinhas culturais deste mês


Segue lista muito boa divulgada pela ArtRio! Pra quem gosta meeesmo é de Arte.
HOJE!

07 de setembro (sábado)
08 de setembro (domingo)

ArtRio 2013 neste mês!

ArtRio, Feira Internacional de Arte do Rio de Janeiro, é reconhecida por artistas, galeristas e colecionadores como um dos mais importantes eventos de arte da América Latina. Em duas edições, a feira recebeu 120 mil visitantes de todo Brasil e do mundo, e consolidou a posição da Cidade Maravilhosa como um dos roteiros do calendário internacional das artes visuais. Este ano a ArtRio contará com mais de 100 galerias de todo o mundo, selecionadas por um comitê formado por nomes de excelência e relevância no meio das artes visuais: Alexandre Gabriel, Anita Schwartz, Cecília Tanure, Greg Lulay e Matthew Wood.
Além do PANORAMA, que reúne galerias atuantes no mercado das artes, dois novos programas integram a ArtRio 2013. O VISTA, que traz galerias jovens com projetos experimentais e o LUPA, novo programa de arte monumental, que ocupará o Anexo 4 do Pier Mauá com obras de grande-escala curadas por Abaseh Mirvali.
O programa SOLO chega a seu terceiro ano. Nele Pablo León de La Barra e Julieta Gonzalez selecionaram artistas para uma intervenção de acordo com o tema Visão do Paraíso de Sergio Buarque de Holanda.
A feira ainda conta com a Livraria Blooks, onde são realizados lançamentos de livros de arte; auditório com capacidade para 100 pessoas participarem do ciclos de palestras gratuitas sobre o mercado da arte; e pólo de alimentação – com grandes nomes da gastronomia carioca- com vista para o mar.
O Bradesco, já presente na edição de 2012 da ArtRio, confirma novamente sua participação como patrocinador máster, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Estão confirmados também o patrocínio da marca Ipanema, Accenture e TIm, além do apoio do Shopping Fashion Mall, Estácio e AON. 
A ArtRio é realizada pelos sócios Brenda Valansi, Elisangela Valadares, Alexandre Accioly e Luiz Calainho.
Em 2013, a feira ArtRio acontecerá entre os dias 5 e 8 de setembro, novamente no Píer Mauá.


Pier Mauá
Avenida Rodrigues Alves, 10
Praça Mauá - Rio de Janeiro - Brasil

Horário: De 13h às 21h.
Ingressos:
R$ 20,00 inteira
R$ 10,00 meia-entrada

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Claes Oldenburg um POP em transformação

Navegando pela Folha de São Paulo nesta manhã de 22 de abril, tive o prazer de ler uma reportagem publicada por Blake Gopnik no "The New York Times" a respeito de "Claes Oldenburg: A Rua e a Loja", exposição do artista inaugurada dia 14 deste mês no Museu de Arte Moderna de Nova York.

Spoonbridge and Cherry

O suéco Claes chegou em Chicago expondo uma arte consideravelmente diferente do que a que lhe deu fama. Mas enfim, falar que esta fama não tem relação com suas primeiras obras é descabido. Sem estas mais sombrias e revoltadas, expostas e tendo a devida atenção que receberam na década de 60, nada do que veio de POP colorido, desafiador e provocador teria existido. Foi uma transformação conveniente e compreensível num momento em que segundo Blake Gopnik "Ele foi exposto a essa energia urbana exatamente na hora certa, quando as abstrações vistosas de Jackson Pollock e Franz Kline já pareciam cansadas, mas ninguém sabia o que viria depois".

Dropped Cone
Entendemos essa diferença analisando a instalação "Instantâneos da Cidade", Oldenburg se vestiu de trapos como um mendigo e se contorcendo no meio do lixo finalmente retira dele uma arma de papelão e imita o suicídio. Não foi muito bem recebido. Causava um desconforto muito grande principalmente na década de 60 e se tratando de uma situação comum nas ruas do mundo todo. Infelizmente alguns extremistas torciam para que os mendigos catando o lixo tivessem esse mesmo destino e a "alfinetada" de Oldenburg havia sido dada.

As obras posteriores se transformaram até alcançarem a monumentalidade e configurarem POP Art em todos os aspectos. Estas são algumas das minhas imagens favoritas da arte de Claes. Hoje o artista "se transforma" novamente e estão expostas em Nova York obras de seu lado mais obscuro.



por: Beatriz Albuquerque

domingo, 11 de setembro de 2011

Bienal do Livro 2011

Encerra hoje a Bienal do Livro 2011, deixando saudades para os leitores e/ou compradores de livros compulsivos, para os milhares de estudantes que zoaram o plantão, para as famílias e só. Porque realmente, para valer a pena fiquei das 18 as 22hs garimpando, negociando e malhando a toa com o peso dos livros. Quando descobri a óbvia existência do guarda-volumes era tarde demais para meus braços magrelos.

Valeu o passeio como disse uma amiga.

Valeu também descobrir que não custa nada barganhar, funciona.

Um livro de História da Arte de r$45 já com desconto me saiu por r$36. Encontrei uma coletânea enorme de críticas de arte da Folha de São Paulo por 10 reais! E por ai vai, mas tenho certeza de que se não estivesse focada 100% em achar essas coisinhas, teria levado só um guia de viagens e andado muito.


sábado, 10 de setembro de 2011

"Este peixe não é meu"

"Este peixe não é meu", disse Mira Schendell segundo Ronaldo Brito em palestra agora no Instituto Moreira Salles.

A vernissage da exposição "Mira Schendell pintora" de curadoria da maravilhosa Maria Eduarda Marques (minha professora, qnts pts ganhei? rsrs) foi um sucesso. Contando com a presença do genial artista que está expondo hoje no MAM, José Resende, na mesa redonda.

A exposição aborda este lado da quase pintura desta Mira vanguardista que se interessava mesmo era pelo processo criativo, pelo "fazer arte". Sua arte não era "sua" afinal.

Apesar de ter se falado sobre o interesse de Mira na matéria que constitui suas obras, na matéria-prima e em seu desligamento às referências pictóricas, vi ali em algumas obras, Rothko de cima a baixo. Claro, que com o toque Mira. Assim como Ronaldo Brito viu Klee.

Dentro desse contexto a ótima pérola da noite foi lançada por José Resende, parafraseando um colega das artes: "Em arte quem não tem pai é filho da puta". rs. Pura verdade não é?

A exposição deixa um gostinho de quero mais, são apenas dois ambientes mas por um lado isso é bom, afinal, assim podemos apreciar com mais atenção seus trabalhos.
Recomendo, mas com a mesa redonda e a vernissage em geral, foi inigualável.



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Sexta-feira 9/9 cheia de opções

Weissmann?
Morar mais por menos?
Bienal?
Pier Mauá e um muitinho de arte?
Ou uma boa noite de sono ótima para quem está com a garganta inflamada?

Não há tempo para sono neste fim de semana.. Bienal já vai terminar..

Então ficam registrados os planos futuros e dicas:

1- Ótimo site com informações sobre a expo do Weissmann que não termina neste fdsemana! Ufa..

http://guiadecidades.terra.com.br/pe/arte-e-cultura-exposicao-obras-de-franz-weissmann-sao-expostas-na-pinakotheke-cultural-en-rio-de-janeiro

2- "Vampiros não existem" (jura? rss) disse Anne Rice na Bienal do Livro que termina este domingo dia 11, no Rio Centro. Mas realmente, com essa febre vampiresca o que não faltam são exagerados.

Enfim, Bienal lá vou eu.. Abaixo link com entrevisa dessa escritora brilhante e original na sua época.

http://www.bienaldolivro.com.br/noticias/na_integra/407/‘Vampiros-não-existem’,-diz-a-escritora-Anne-Rice

3- 8ª edição carioca do "Morar mais por menos" parece valer uma visita aqueles que irão morar mais por menos de fato. O que não é o meu caso atualmente, portanto, passo. Ao menos por enquanto, afinal, ficará no "ar" até 9 de outubro. Ainda mais depois da dolorosa entrada = r$ 30 ! Não sei se depois de torrar na Bienal restará algum centavo este mês.

Decidido: Morar mais.. Só mês que vem.

Segue site com imagens do evento: http://casaeimoveis.uol.com.br/album/morarmaispormenos_rj_2011_album.jhtm

4- Marrrravilha.. A maior feira de artes plásticas já realizada no Rio encerra dia 11! :(

Corre!!

ARTRIO
08 a 11 de setembro de 2011
Local: Píer Mauá (Armazéns 2 e 3) – Av Rodrigues Alves 10 - RJ
Horário de visitação: do meio-dia às 20h
Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (para estudantes, mediante apresentação de carteira, e para maiores de 60 anos).
Formas de pagamento: dinheiro, cheque ou cartões de crédito e débito.


5- Agora diga lá...pra quê dormir????
:/

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Até em Paris! [Não] Principalmente em Paris!

Acordei com a notícia de que obras de grandes mestres das artes plásticas foram roubadas em Paris. O roubo aconteceu no Museu de Arte Moderna e foi descoberto apenas às 7 da manhã de hoje (quinta-feira, 2 da manhã no Rio). Não me conformo com o fato do acontecimento só ter sido notado pouco antes da abetura do museu! Quebraram uma janela e uma fechadura, pelo amor de Deus! É claro que tudo foi muito bem planejado, não são ladrões comuns como muito se pensa. E aí? Quando irão perceber que o tráfico de obras de arte está concorrendo financeiramente apenas com o de armas e o de drogas? A Interpol já notou esse "pequeno" detalhe.

De que adianta terem filmado um criminoso encapuzado, se não havia nenhum alarme ligado? O sistema de segurança estava fora do ar há dois meses! (Sim.. estou falando de Paris!!!) Até na empresa - privada - a qual trabalho temos vigias noturnos, alarmes e etc., para proteção das obras. Não vou negar que erros acontecem, mas ficar fora do ar por meses é implorar por um erro colossal. O que aconteceu?
As molduras foram retiradas com cuidado meticuloso para não haver dano nas telas. Será que cobrarão resgate se o cerco for fechando? Isso é muito comum.

Irônico continuar ouvindo a pergunta: "Mas como irão vender isso!? Pra quê?". É claro que existe um mercado imperceptível a nós comuns cidadãos. Obras são leiloadas por centenas de milhões de reais todos os anos para deleite de colecionadores. Esse é um mercado muito importante. E encomendas, neste caso, devem ter sido feitas.

Cabe agora a Interpol acelerar as investigações antes que as peças saiam do país. O que com certeza só irá acontecer daqui a um tempo, quando a poeira abaixar ou quem sabe, já aconteceu durante essa  longa madrugada, enquanto ninguém procurava por elas.

No ranking das mais roubadas, Picasso possui aproximadamente 1000 quadros perdidos nas paredes de algum marajá, 300 são de Marc Chagall e 220 de Rembrandt. Agora são apenas 100 milhões de euros para a prefeitura de Paris, mas, outras fontes judiciais avaliaram as obras em 500 milhões de euros.

São elas:

Obra Le Pigeon aux petits pois ("O Pombo e as Ervilhas", em tradução livre), de Picasso
La Pastorale ("A Pastoral"), de Henri Matisse
L'Olivier près de l'Estaque ("A Oliveira próxima a Estaque"), de Georges Braque
La Femme à l'éventail ("A Mulher com leque") de Modigliani

Nature morte aux chandeliers ("Natureza morta com candelabros") de Fernand Léger

Lastimável, vamos então aguardar futuras notícias.
 Beatriz Albuquerque

terça-feira, 18 de maio de 2010

José Pinto - A Permanência do Ingênuo

O maravilhoso Centro Cultural dos Correios fez da minha semana algo mais interessante, mas  para alívio dos leitores, não é sobre ela que escrevo, rs.

Foto da obra "São Cosme e Damião" - 1990 (que me encantou)


Em exposição de 20 de abril a 23 de maio estão 43 telas do produtor de Arte Naïf, José Pinto. São obras dos anos de 1971 a 2004. A igenuidade característica deste tipo de pintura está de tal forma retratada que torna a visita mais acolhedora do que o imaginado, mesmo para os que comentaram: "Até eu desenho isso".  Sua cores vibrantes, em telas que parecem aveludadas, atraem os olhos e graças a uma composição de cores perfeitamente harmoniosa, encanta, acolhe. Essas sensações, a meu ver, se devem as obras de caráter religioso exclusivamente. 

Nas representações paisagísticas do cultivo, não senti a nostalgia tão mencionada. Essas representações não fazem parte da minha memória e da minha noção de brasilidade. Mas vi ali, apesar disso, o Brasil e belíssima, ingênua e significativa arte popular. Rica em detalhes, mas não tão vibrantes quanto seus quadros religiosos.

Foto da exposição


Beatriz Albuquerque

domingo, 16 de maio de 2010

Descaso de quem?


Na última quarta-feira dia 12 anunciaram em cadeia nacional que as obras de Rodin de importantíssimo valor cultural expostas no Palacete de Artes Rodin - Bahia estariam se deteriorando por conta do aumento intenso de ferrugem nas peças.

Para se avaliar se as obras estão acondicionadas de maneira apropriada, deve ser verificado o uso de termostatos, entre outros aparelhos para que sejam conferidas umidade relativa do ar e temperatura, além do maior descuido, que é a oscilação desta temperatura. O fato é que as instituições nacionais em grande parte não têm verba suficiente para adquirirem equipamento de climatização que deixe o ambiente dia e noite em uma temperatura amena.

Mas, sem saber se esta instituição, especificamente, possui tais cuidados não podemos acusá-la de descaso como ficou subentendido nas reportagens que li e vi. Principalmente após o relato da responsável pela casa que afirmou ter sido notificada de focos de ferrugem em algumas peças desde que vieram da Europa pela própria responsável por elas no exterior. De quem é a culpa? Alguém tem verdadeiramente culpa? A museóloga brasileira, a responsável européia que já sabia dos focos de ferrugem ou um jornalista que ao tentar chamar a atenção para a questão das nossas poucas condições de armazenamento de grandes obras as afasta ainda mais do país, sem verba, sem obras, sem obras, sem verba.

Achei desnecessária a notícia acusatória, do jeito que foi. Não me acrescentou em nada.

Fica aqui meu desabafo.

Beatriz Albuquerque

Incêndio no Instituto Butantan destrói maior acervo de cobras do país


Fogo queimou 70 mil espécies conservadas em formol na Zona Oeste de SP.

Chamas atingiram laboratório de répteis; causas do fogo serão apuradas.
O incêndio que atingiu o laboratório de répteis do Instituto Butantan, na Zona Oeste de São Paulo, no início da manhã deste sábado (15), destruiu um dos maiores acervos de cobras, aranhas e escorpiões para pesquisas do mundo. Mais de 70 mil espécies conservadas foram queimadas no local. Os bombeiros foram chamados e controlaram as chamas. Ninguém ficou ferido.

As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas. Uma perícia irá determinar o que pode ter provocado o fogo.

Para entrar no laboratório, os bombeiros tiveram que quebrar as paredes. No fim da manhã, ainda havia alguns focos de incêndio no local. Quando o fogo começou, o prédio estava vazio. “Precisamos afastar as pessoas porque havia risco de o prédio desabar”, afirmou o capitão dos bombeiros Miguel Jodas. Nove equipes dos bombeiros foram ao local.
Cobras, aranhas e escorpiões

As chamas atingiram o prédio onde cientistas faziam pesquisa com cobras, aranhas e escorpiões. Os animais já mortos eram conservados em formol. As perdas ainda estão sendo contabilizadas, mas já se sabe que o incêndio destruiu o maior acervo de cobras do país.

Ainda abalado, o curador do instituto diz que a perda é incalculável. “São cem anos de história. Não sei dizer mais nada”, disse Francisco Franco, curador da coleção.

Ainda há fumaça saindo do prédio de 600 metros quadrados. Os animais vivos, como aranhas, foram retirados e levados para um local seguro.

Por causa do incêndio, o instituto, que estaria aberto a visitação, permanecerá fechado neste sábado e domingo (16).

O Instituto Butantan é um centro de pesquisas biomédicas localizado no bairro do Butantã. Foi fundado em 23 de janeiro de 1901 e é responsável pela produção de soros e vacinas. Conta com parque, museus, bibliotecas e serpentário.

O instituto é também um órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. A assessoria de imprensa do Butantan informou que está no local do incêndio fazendo um levantamento sobre os prejuízos.



Notícia retirada do site G1- Dia 15/05

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quando crescer vou ter um Rothko..rs



-->

O quadro (imagem) de 1950 intitulado "White Center (Yellow, Pink and Lavender on Rose)" do artista Mark Rothko, vendido em 2007 em leilão da Sotheby`s pelo montante de 72.84 milhões de dólares americanos, bateu o recorde, naquele ano, de obra de arte do período pós-guerra mais cara vendida em leilão.


Este ano, Mark Rothko não “se saiu” tão bem quanto em 2007, mas recebeu lances maiores que os do ano passado. No leilão da Sotheby`s encerrado na última quarta-feira dia 12 foram arrematadas por mais de 31 milhões de dólares obras de Andy Warohl assim como de Rothko. Contando com outros grandes nomes da arte contemporânea, impressionista e moderna do pós-guerra a Sotheby`s conquistou positivos 190 milhões no total da venda dos 50 de 53 lotes.


-->
Após a recente crise econômica analistas acreditam que os investidores em arte tenham voltado à ativa com intuito de gastar aquilo que pouparam durante este período, ano passado a Sotheby`s somou apenas 47 milhões na mesma ocasião.

Beatriz Albuquerque

terça-feira, 20 de abril de 2010

Andy Warhol, Mr. America






































































Andy Warhol, ícone da pop art americana, nascido em 1928, tem algumas obras expostas na Estação Pinacoteca em São Paulo com um ar de pop britânico, crítico. Questões relacionadas a raça, ao homossexualismo, a obsessão pela morte e a sociedade do espetáculo estão evidenciadas. Este tipo de abordagem não foi o principal na popularização de sua arte. Na América, o pop art era muito mais voltado para a estética do que para um manifesto. O que se percebia em suas obras é que diante de uma imagem icônica bem representada estéticamente, haviam mensagens além daquilo que não era explícito nos títulos das obras ou na própria tela.
As peças principais estão expostas, mas seu trabalho como cineasta recebeu certo destaque contando com a presença de 17 filmes.

Para mais visite a exposição... e me diga como foi, infelizmente minha visita se resume ao que há no mundo virtual.


ANDY WARHOL, MR. AMERICA

Quando:
abertura, sábado, às 11h; de ter. a dom., das 10h às 18h

Onde:
Estação Pinacoteca (Lgo. General Osório, 66, Centro, SP, tel.0/ XX/11/ 3335-4990); até 23/5
http://www.pinacoteca.org.br/

Quanto:
R$ 3 a R$ 6 (sábado, grátis)

Cotação:
ótimo



Beatriz Albuquerque

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Exposição que mostra sexo entre cadáveres gera polêmica em Berlim



Gunther von Hagens surpreendendo mais uma vez:


Uma exposição, em Berlim, Alemanha, promete fazer a festa daqueles que adoram uma boa polêmica. A mostra “O Ciclo da Vida” reúne 200 cadáveres que retratam diversas etapas da vida humana, do nascimento a morte.
O projeto é do anatomista alemão Gunther von Hagens, famoso no mundo todo por ter desenvolvido o processo de conservação chamado “plastinação”. O método consiste, de forma simples, num procedimento em que corpos são submetidos a quilos e quilos de silicone por 4 mil horas, até que consigam uma aparência tão vívida que chega a ser mórbida.
Como não dá para se falar em ciclo da vida do homem e deixar de lado a reprodução, von Hagens decidiu usar dois corpos copulando numa peça. O casal utilizado, que não se conheceu apesar da intimidade que agora exibe, autorizou ainda em vida a criação. O homem tinha 51 anos quando morreu de câncer pulmonar e a mulher, 58.
O trabalho divide opiniões. Enquanto muitos torcem o nariz para a combinação de morbidez e sexo, outros, mais assanhados, juram que adorariam passar a eternidade num coito interminável.




sexta-feira, 13 de março de 2009

XXIV - Prêmio Jovem Cientista


O CNPq, a Fundação Roberto Marinho e a Gerdau escolheram "Energia e Meio Ambiente" para ser o tema do XXIV Prêmio Jovem Cientista. Esse programa foi criado em 1981 e segundo informações do site tem como objetivos "promover a reflexão e a pesquisa, revelar talentos e investir em estudantes e profissionais que procuram alternativas para os problemas brasileiros".
As premiações terão por referência os seguintes valores:

Categoria Graduado:
1º lugar - R$ 20.000,00 (vinte mil reais)2º lugar - R$ 15.000,00 (quinze mil reais)3º lugar - R$ 10.000,00 (dez mil reais)

Categoria Estudante do Ensino Superior:
1º lugar - R$ 10.000,00 (dez mil reais)2º lugar - R$ 8.500,00 (oito mil e quinhentos reais)3º lugar - R$ 7.000,00 (sete mil reais)
-----------------------
As linhas de pesquisas relacionadas ao tema “Energia e Meio Ambiente – soluções para o futuro” são:
a)Fontes alternativas de energias não poluentes;
b)Exploração racional de recursos energéticos (biomassa, carvão mineral, petróleo);
c)Impacto sócio-ambiental da geração de energia hidroelétrica e da produção de biocombustíveis;
d)Controle da emissão de poluentes e efeito estufa no setor energético;
e)Edificações inteligentes (uso racional de energia e recursos naturais);
f)Eficiência das diferentes fontes de energia;
g)Uso de sistemas isolados para geração de energia elétrica;
h)Ampliação e eficiência do uso de fontes renováveis de energia;
i)Produção sustentável de biodiesel;
j)Tecnologias energéticas (produção e uso) apropriadas a pequenos produtores rurais e com unidades isoladas;
l)Impactos da geração de energia nos recursos biológicos e na biodiversidade.
------------------------
O projeto:
I – Categoria Graduado:
a) ficha de inscrição preenchida;
b) currículo atualizado na Plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br/);
c) trabalho científico, que deverá ter entre 50 e 100 páginas, em tamanho A4, fonte Times New Roman, corpo 12 e espaçamento 1,5, contendo: título, autor, orientador, instituição de vínculo e instituição onde se desenvolveu a pesquisa (endereço, telefone, e-mail); introdução; objetivos; material e métodos; resultados da pesquisa e discussão; conclusões e referências bibliográficas; e resumo do trabalho científico, que deverá ter entre 500 e 1000 palavras, contendo o nome do candidato, título do trabalho e as palavras-chave (até cinco).
Nota: não serão aceitos trabalhos incompletos, com resultados parciais.

II – Categoria Estudante do Ensino Superior:
a) ficha de inscrição preenchida;
b) currículo atualizado na Plataforma Lattes (http://lattes.cnpq.br/);
c) trabalho científico, que deverá ter entre 30 e 50 páginas, em tamanho A4, fonte Times New Roman, corpo 12 e espaçamento 1,5,contendo: título, autor, orientador, instituição de vínculo e instituição onde se desenvolveu a pesquisa (endereço, telefone, e-mail); introdução; objetivos; material e métodos; resultados da pesquisa e discussão; conclusões e referências bibliográficas; e resumo do trabalho científico, que deverá ter entre 500 e 1000 palavras, contendo o nome do candidato, título do trabalho e as palavras-chave (até cinco).
Nota 1: não serão aceitos trabalhos incompletos, com resultados parciais.
Nota 2: O candidato que se graduar no período de julho de 2008 a julho de 2009 efetuará sua inscrição, obrigatoriamente, na categoria Estudante do Ensino Superior, considerado que o desenvolvimento da pesquisa foi realizado durante o curso de graduação.
-----------------------------

Mais informações no link: http://www.jovemcientista.cnpq.br/

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Museu do Índio - Uma fuga relaxante do cotidiano

Por: Beatriz Albuquerque
-------------------------------------------------------------------------------------------------
O Museu do Índio é um centro cultural extremamente bem localizado, que já atrai o visitante pela sua própria fachada. Não somente por ser uma construção antiga, mas por engenhosamente transformar a fachada em local expositivo. Durante a visita, a exposição fotográfica de personagens indígenas nacionais fascinava e chamava a atenção de qualquer transeunte. Isso, a meu ver, foi uma forma criativa e de bom gosto, já que as imagens são lindas, de conquistar o público das redondezas e de surpreender o visitante.


"Ashaninka" é a quarta mostra a ocupar o espaço externo. As anteriores foram "Tempos de Escrita" (2007-2008), "Celebrações Indígenas" (2006-2007) e "Os Paresi" (2006). Essa mostra retrata personagens do cotidiano Ashaninka, que habitam a terra Indígena Kampa do Rio Envira (Acre), nas aldeias Bananeira, Simpatia, Riozinho e Sete Voltas. A curadoria e fotos são obra de Sonja Ferson.


No interior o que me chamou a atenção foi o fato de imediatamente ter sido mergulhada em uma atmosfera totalmente discrepante da externa. O som da natureza, da água, elemento tão importante no folclore indígena e muito bem explicado na exposição, fazem com que o visitante perceba que está entrando em outro território que nada tem a ver com a metrópole.
Logo na entrada fui abordada por uma funcionária que indicou o circuito da exposição, nos deu panfletos do museu e afirmou que explicaria qualquer dúvida caso achássemos necessário. Em geral a exposição foi bem esclarecedora, acolhedora e interativa principalmente na sala oito, pintura corporal e na sala dois, turé.
Não esperava que os objetos fossem atuais, apesar de fazer muito sentido, pois as tribos estão presentes no país e culturalmente muito vivas. Surpreendi-me com o realismo da sala 12 (casa) que mostra como é o índio hoje, o que ele absorveu da cultura metropolitana e o que preservou e modificou. O único ponto negativo é a iluminação fraca dos textos o que cansa um pouco a leitura. Mas, no geral, esse museu está de parabéns!
Nota 9,9.

link do museu: http://www.museudoindio.org.br/